terça-feira, 17 de agosto de 2010

A Verdade

A insensatez atroz dos pensamentos que maltratam nosso ser não é real, eu digo! Não cabe aqui entre nós, tamanha incongruência de emoções. Em mim e em ti não reina simplicidade alguma dos fios tecidos pelas ações de nossas almas. Não obstante, as confusões deixaram há muito de existir. Logo após àquelas indas e vindas em que nossos corpos se conectaram plenamente num acalantar enérgico e cálido; quando pudemos ver, mesmo cegos, o quão somos um do outro. Paridos um do outro, num colo só. Animosos, em plenitude! No zênite da existência, irrelevando o que em verdade é falso. Permitindo-nos nos permitir. Uma luz única, mas perenemente constituída. Sim, ainda vejo o fúlguro fervoroso em teus olhos, assim, não me entrego agora nem nunca. Brandirei qualquer arma, porém em paz, como signo da força advinda do nosso amor. Amor, esse, prova dos amanheceres e anoiteceres. Nutrido pelas coerências eternas de nossas almas. As quais estão vivendo sem saber na pura felicidade da existência.

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