Uma flor ao desabrochar
Sozinha não está, nem ficará
Logo vem a abelha num zumbido
Que a bela acalma, extraindo o permitido.
Nos campos, estão os dois sem abusar
Livres e tão ligados, uma plantada e outra a voar
Compartilhando delicadamente o beijo e o mel
Dia a dia, o orvalho vem; estão ao encontro, ambos no céu.
E se um dia não houver partilha comedida
A flor se fechará e a abelha cairá
Uma deixa de ser bela, a outra de voar.
Chuva, Vento... Mas logo o sol de um novo dia
À abelha vem dizer que está
A própria flor docemente a suspirar.
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